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MEIO AMBIENTE
17 de April de 2017
11:49
1 minuto de leitura

Sema identifica árvores do Parque natural

Em dois dias foram identificadas mais de 230 árvores em apenas duas trilhas do Parque.

Agência de Notícias

Prefeitura de Porto Velho

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Em dois dias foram identificadas mais de 230 árvores em apenas duas trilhas do Parque

A Prefeitura de Porto Velho iniciou o trabalho de identificação das espécies de árvores localizadas nas principais trilhas do Parque Natural. O serviço é realizado pela Secretaria Municipal de Integração (Semi) e pela Subsecretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema).

O objetivo do trabalho é atualizar e ampliar os dados das espécies vegetais plantadas no parque, possibilitando à população conhecer os nomes científicos e usuais (vulgar) das árvores e sua possível utilização. O levantamento florestal coordenado pelo engenheiro florestal Raimundo Martins, sendo que a equipe atuou inicialmente em dois dias na floresta do Parque.

“Esse trabalho é de fundamental importância para o Parque Natural e também para nossa população” afirmou. No primeiro dia de pesquisa (11) foram identificadas 106 árvores e no dia segundo foram 130 árvores, em apenas duas trilhas. “Isso demonstra uma imensurável riqueza florestal dentro do parque”, explicou Martins.

A engenheira florestal Clarissa Barros informou que a metodologia utilizada foi a de identificação dendrológica. “Essa metodologia consiste em observações nas cascas, exsudações (destilação de líquido) e folhas, para denominação de nomes vulgares”, disse Clarissa. Já a bióloga Luana Bernardo explicou que foi necessário adotar a medição da circunferência e estimativa da altura total de cada planta.

A equipe de Identificação Florestal é formada pelos engenheiros florestais Raimundo Martins (coordenador) e Clarissa Barros, pela bióloga Luana Bernardo, pelo identificador Leovaldo Moreira e pelo escalador Moisés Vaz Moreira.

“Esse estudo realizado com o pessoal do quadro da Sema traz grande economia para os cofres públicos, pois optamos por utilizar a prata da casa em vez de contratar empresa para execução”, disse o subsecretário da Sema, Robson Damasceno. O identificador botânico Leovaldo Prestes Moreira explicou que de posse dessas informações, teremos a relação das espécies ocorridas no povoamento florestal e a importância de cada uma delas.

“A população ao visitar o parque poderá saber informações sobre cada tipo de árvore”, observou Moreira. Como exemplo, ele citou o breu, que tem sua resina utilizada na fabricação de incenso e perfumes; o cumaru, cujas sementes são fixadoras de perfumes; a casca do mulateiro, que serve para recuperar as células danificadas; a copaíba que tem uso medicinal, além de outras utilidades e alimentos da fauna silvestre.

Robson Damasceno afirmou que os estudos científicos e as pesquisas escolares nas trilhas do parque terão mais qualidade a partir de maio, quando o Parque Natural reabrir ao público com todas as suas atrações. “As novas placas serão instaladas com tecnologia QR Code. O aluno poderá, através de seu celular ou aparelho eletrônico – que possua instalado um APP para leitura (exemplo o leitor de códigos QR que é baixado gratuitamente) –, identificar e salvar todas as informações sobre a árvore pesquisada”, completou o secretário.

Texto Comdecom|Fotos Sema

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